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OCUPAÇÃO TEATRAL - ocupacaoteatral@yahoo.com.br - 11-9.7174-7487


Carta lida por Iremar Melo no encontro no Centro Cultural Vergueiro/São Paulo

Carta do Movimento de Ocupação Teatro ao encontro da Secretaria de Cultura de SP ao Existe Diálogo em SP

 

CARTA ABERTA

MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO TEATRAL

São Paulo, 27 de Maio de 2013.

O Movimento de Ocupação Teatral tem por objetivo a discussão sobre a ocupação dos espaços físicos e políticos, espaços alternativos, convencionais ou não, dos espaços fechados, vazios e ociosos como forma de espaços culturais. Por muito tempo vários espaços estão fechados ou ociosos podendo ser usados como espaços de cultura, lazer e entretenimento. Muitas escolas públicas e privadas, teatros de sindicatos, galpões, de associações possuem teatros e estão ociosos, uns fechados, outros sem ocupação definida podendo ser trabalhados.

Na questão de espaços públicos temos variadas casas de cultura, bibliotecas, teatros podendo ter um maior aproveitamento se aliados a um projeto de gestão pública.
Podemos ter políticas públicas para espaços já existentes, para espaços mal geridos, podendo mudar a “cara” da cidade e dar um destino melhorado a esses espaços.

Sentimos falta de uma política pública voltada para estes espaços que cada vez mais são fechados, ficando ao relento aguardando vontade política do governo e projetos culturais.

Urgente se faz necessário uma política pública voltada a estes espaços. Que o Estado encare a discussão junto com o Movimento na ocupação dos espaços, que o governo entre na discussão para que os espaços sejam ocupados e destinados a projetos de cultura.

Elencamos uma série de reivindicações a seguir onde o Estado, prefeitos, gestores públicos, secretários, sub-secretários, sub-prefeitos, supervisores de cultura, coordenadores de cultura e demais agentes possam estimular, alavancar, contribuir na discussão da ocupação do espaços públicos ou privados ociosos e precisando de projetos:


• Que o Estado através de seus mecanismos de governos tenham uma ação conjunta entre a
Educação e a Cultura criando políticas intersetoriais.

• Implementar uma política de Estado junto a programas de governo destinadas aos equipamentos.

• Que o governo implante o Fórum Municipal de Cultura de São Paulo.

• Fomentar e debater a necessidade do uso do Conselho Municipal de Cultura.

• Elaborar editais públicos onde todos possam participar sem ter a necessidade de serem associadas a esta ou aquela associação.

• Que tenha uma política voltada para galpões públicos, espaços alternativos e convencionais abandonados ou não servindo de acomodação a projetos.

• Que os Estado e governo promovam a intersetorialidade partidária e política envolvendo agentes públicos, poder legislativo e executivo na implantação de novos programas e leis. Que o executivo implemente políticas junto ao legislativo.

• Que o governo e gestores promovam um profundo mapeamento dos equipamentos públicos já existentes como teatros, casas de cultura, bibliotecas, centros culturais, galpões entre outros para que seja feito um amplo projeto de Ocupação Teatral ( teatral, circense, musical, hip-hop,etc).

• Promover a recuperação de galpões, salas e seja destinado a projetos de ocupação.

• Criar edital específico para estes espaços ociosos onde os grupos, produtores e agentes culturais possam inscrever seus projetos ocupando esses espaços.

• Que os editais de ocupação passando a existir sejam editais diferenciados dos já existentes. Pois alguns “editais de ocupação” abertos por aí não atendem o conceito de ocupação teatral passando a ser meros contratos públicos ou privados e sem função social e preenchendo a caixa preta esvaziada e sem um trabalho social do uso do espaço e sua comunidade no entorno.

• Que o Estado fomente a discussão sobre ocupação e qual modelo podemos adotar.

• Que novos produtores e grupos teatrais tenham acesso a futuros editais de ocupação e que seja aberta concorrência para o uso dos espaços para pessoa física e jurídica.

• Estimular e fortalecer através de programas e editais o surgimento de formas de cultura, de novos grupos e coletivos artísticos, de nova forma de pensar, etc.

• Fomentar a uma verdadeira prestação de contas nos programas e editais públicos.

• Que não sejam destinadas verbas apenas para tirarem projetos de papéis, mas que haja um intercâmbio entre espaços, moradores de bairros, sociedade e produtores.



CARACTERÍSITICA DO MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO TEATRAL
Movimento itinerante e aberto que se caracteriza pela discussão e ocupação dos espaços políticos, públicos, privados, sendo de galpões, espaços alternativos, teatros convencionais, teatros de escola, teatros de associações, casas de culturas abandonadas, praças, parques, etc. Movimento sem fins lucrativos independente de associações de classes e visa fomentar, discutir, dar apoio a grupos artísticos e na busca por políticas culturais com reuniões regulares e descentralizadas. O Movimento de Ocupação Teatral se caracteriza pela luta na cultura por espaços físicos e políticos. Se destina a agrupar grupos e coletivos, individuais e indivíduos fazedores da cultura, produtores, gestores, agitadores, pensadores e demais interessados. Movimento de pressão que visa a busca do avanço na cultura de ocupação cultural. Coletivo que busca espaços vazios e ociosos para implementação de projetos em teatros, espaços convencionais, alternativos, públicos ou privados. Movimento que visa dar apoio a outros movimentos seja na capital de SP, grande ABC, interior, litoral e outros estados.

HISTÓRICO DO MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO TEATRAL
O intuito do Movimento é o de incentivar a busca por espaços teatrais convencionais e não convencionais públicos ou privados. Descobrimos que naquela época passaram a existir teatros fechados, por reformar, a ocupar e se tinha a necessidade de dialogar sobre a ocupação desses espaços como espaço de cultura, seja para grupos artísticos, coletivos ou não. O princípio do Movimento é discutir, fomentar, sobre espaços fechados, ociosos para que sejam ocupados com projetos, programas, oficinas, espetáculos ou não. Seus fundadores são Iremar Melo ( Coordenador Geral ) e Amilton Ferreira ( assessor de imprensa ). O Movimento de Ocupação Teatral nasceu 5 anos atrás com apoio do Sated-SP, grupos teatrais, atores, produtores, gestores culturais, agitadores culturais, técnicos entre outros.



Site: www.ocupacaoteatral.zip.net
Email: ocupacaoteatral@yahoo.com.br
Fone: 11- 9.7174-7487 (vivo) 9.8515-9977 (tim) ( contato Iremar)
Face: Movimento Ocupação Teatral

MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO TEATRAL



Escrito por Ocupação Teatral- às 03h45
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Foto: CONVOCATÓRIA DO MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO TEATRAL Participe-Divulgue  Dia 30 / terça feira - ás 19h30m no espaço da Cia Amado do Dito:  Grupo de discussão aberto a atores, grupos teatrais, produtores, escritores entre outros interessados Com o intuito de dialogar sobre espaço abandonados convidamos para reunião com seguinte pauta:  - Ocupação de espaços ociosos como espaço de cultura. - Quem produz o quê pra quem. - As emendas parlamentares -Ocupação do espaço político  Dia 30 de Abril ás 19h30m  Rua Aimberé, 236 – Perdizes / ZONA OESTE (Atrás/Prox. início da Av. Sumaré / West Plaza / Palestra Itália)  Local da reunião: Espaço da Cia Amado do Dito Fone do espaço: 5083-2218 9.7174-7487 (vivo) – Iremar 9.8515-9977 (tim) 9.7266-3021 ( vivo) -Alan  Email: ocupacaoteatral@yahoo.com.br Site: www.ocupacaoteatral.zip.net www.amadododito.com


Escrito por Ocupação Teatral- às 14h31
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Ano 01 – nº 017 – 04.08.2011

 

Contato RR/SP: comunicacao.sp@cultura.gov.br


ESCLARECIMENTOS AO SETORIAL DE TEATRO


Ao Colegiado Setorial de Teatro

 

Prezados Senhores

 

A Fundação Nacional de Artes agradece pela oportunidade de esclarecimento. Os Colegiados Setoriais são um importante canal de comunicação entre a Funarte e a sociedade civil, e uma instância de diálogo muito cara à instituição. Como esse canal esteve sempre livre, causou-nos estranheza o fato de as reclamações do Colegiado Setorial de Teatro terem sido divulgadas antes mesmo de chegar até nós. O apoio deste Colegiado à invasão da Funarte SP por manifestantes também nos consternou, principalmente porque esta foi uma atitude rejeitada por ampla maioria na classe artística, por ter paralisado a análise de projetos submetidos a seleção pública, entre outras atividades da instituição. A carta enviada no dia 1º de agosto traz distorções que, uma vez divulgadas, tornam o debate mais nebuloso e difícil. Nesse momento em que nos perguntamos sobre as intenções do Colegiado de Teatro, lembramos que estamos disponíveis para debater à exaustão sobre a atuação da Funarte. Temos o dever de lembrar também que o Colegiado é um conselho consultivo e que é prerrogativa da Diretoria Colegiada da Funarte formular estratégias e deliberar sobre remunerações.


Para nós foi também uma grande satisfação anunciar os investimentos para as artes no mês passado. O orçamento está longe do ideal, mas é ainda assim uma boa notícia, se considerarmos que o ano é de retração. Reiteramos o que foi anunciado no evento referido: nosso orçamento para 2011 é de fato superior a R$ 100 milhões. Esse valor inclui o Programa ProCultura, que foi lançado em 2010 sem previsão orçamentária. Todos os editais referentes a esse programa traziam um artigo condicionando o apoio aos selecionados à existência de disponibilidade orçamentária e financeira, "caracterizando a convocação das propostas selecionadas como mera expectativa de direito, não obrigando o Ministério da Cultura a repassar os valores estipulados nas propostas". Em 2010, não havia essa disponibilidade, e o prazo para inscrições foi prorrogado para janeiro de 2011, transferindo a administração do programa para o novo corpo gestor do MinC. Coube a nós, além da decisão pelo pagamento dos prêmios, a execução de todo o processo seletivo e, mais importante, a captação dos recursos do Governo Federal para essa finalidade. Naturalmente, ao assumir, julgamos que a melhor opção para a classe artística seria respeitar as expectativas dos proponentes.


A respeito das contratações questionadas, esclarecemos que a Diretoria Colegiada da Funarte, que conta com representantes das artes cênicas, da música, das artes visuais e das artes integradas, elabora em conjunto as diretrizes e as estratégias da instituição. Para viabilizar seus projetos, a Funarte lança mão de todos os dispositivos legais disponíveis. A Lei 8.666/93 prevê a inexigibilidade de licitação para contratação de artistas cuja excelência profissional seja reconhecida na sociedade, o que nos parece absolutamente inquestionável nos casos mencionados. Os extratos de inexigibilidade de licitação são publicados no Diário Oficial da União depois de tramitar por várias instâncias da instituição, inclusive a Procuradoria Jurídica Federal. Vale lembrar que todos os projetos questionados foram por mim anunciados, no encontro com a classe artística em julho. Por que não foram questionados à época?


A Funarte elaborou uma estratégia para reinaugurar o Teatro Dulcina e reconduzir o disputado público do Rio a um circuito cultural em formação, apesar de já ter sido um dos mais badalados do país. Optamos por oferecer espetáculos com características diversas, todos com qualidade artística indiscutível, com ingressos vendidos a R$ 10 ou R$ 5. Os artistas convidados para compor essa programação honram a classe artística com seu talento e irão pavimentar o caminho de todos os que pisarem esse palco posteriormente — ou seja, aqueles contemplados em seleção pública, com comissão julgadora externa. A convivência entre as diversas gerações e nichos artísticos só enriquecerá o repertório cultural e humano de cada um. Esclarecemos ainda que os valores pagos às produções envolvidas não se resumem a cachês; serão distribuídos às equipes técnicas, músicos e outros profissionais que fazem o espetáculo acontecer, diante da plateia ou nos bastidores.


Nos últimos anos, o público não tem prestigiado os espaços culturais sob administração da Funarte com a frequência que julgamos adequada. Talvez esta seja uma alternativa para solucionar o problema: a convivência de talentos reconhecidos e promissores, regionais e internacionais. O Estado deve, sim, desenvolver políticas públicas para melhor distribuir a produção e o acesso à cultura, mas é restritivo pensar que os circuitos culturais estabelecidos não estão sob nossa jurisdição. Ademais, é uma honra para nós oferecer espetáculos a preços muito mais baixos do que os que seriam cobrados pela iniciativa privada. Oferecemos também, como contrapartida, oficinas e outras atividades de formação. Questionar o apoio a um artista alegando seu próprio sucesso pode trazer consequências terríveis para a cadeia produtiva da cultura. A excelência artística jamais deve deixar de ser um dos nossos critérios de seleção.


Sobre a concentração de investimentos no Rio de Janeiro, nos parece bastante natural, num momento em que reabrimos um espaço cultural importante na cidade. Essa concentração será minimizada à medida que promovermos reaberturas e outros eventos nos diversos espaços culturais sob nossa administração. É um compromisso: a Funarte incentivará a arte de excelência a todas as regiões brasileiras.


Seguem-se alguns esclarecimentos pontuais.


·         O projeto do estilista Ronaldo Fraga inclui consultoria na elaboração das oficinas de produção cultural que serão ministradas nos 504 municípios banhados pelo Rio São Francisco, na nova edição do programa Microprojetos Mais Cultura, conforme anunciado por mim no mês passado. O projeto prevê ainda uma exposição no Palácio Capanema, por ocasião do lançamento do programa, além da edição de um livro sobre o tema, com a participação do artista. O valor informado não corresponde, portanto, apenas ao custo da exposição, cuja passagem pelo Rio de Janeiro não foi patrocinada com recursos da Lei Rouanet.


·         As atrações internacionais são parcerias com os governos estadual e municipal do Rio de Janeiro. Por sua magnitude e pelas grandes companhias envolvidas, o custo total de cada turnê é muito maior que a nossa participação. A Funarte deve fomentar o intercâmbio cultural, patrocinando a arte brasileira no mundo, bem como o acesso dos brasileiros ao melhor da cultura universal, a preços populares. As oficinas oferecidas por essas companhias são uma oportunidade única para qualquer artista, convidamos todos a participar.


·         O espetáculo Sonho de uma noite de São João foi apresentado pela Direção Executiva da Funarte como uma proposta de continuidade a um apoio concedido pela última gestão, em 2009. Coube à Diretoria Colegiada a decisão de manter o apoio ao projeto, que reuniu artistas veteranos e estudantes de teatro em um espetáculo apresentado em praça pública, com entrada franca. Em qualquer parte do mundo, cabe ao Estado promover atividades culturais na rua, sem restrição de entrada, pois essa é uma demanda que jamais será atendida pelo mercado. Cabe lembrar aqui que estamos empreendendo todos os esforços para manter em 2011 o programa de apoio ao teatro de rua, uma bem sucedida inovação da última gestão da Funarte.


·         Desnecessário repetir o clichê de que a captação de recursos no Brasil leva artistas e produtores culturais a uma difícil romaria. Muitas vezes um mesmo projeto recebe recursos de várias fontes para se manter de pé. A Funarte não restringe apoio a projetos de qualidade que já tenham captado parte de seu custo de outras formas, mas exige a prestação de contas de cada centavo gasto com seus recursos.


Aproveitamos a oportunidade para reafirmar o nosso compromisso com o diálogo e o debate aberto a toda a sociedade. Os Colegiados Setoriais são um eficiente mecanismo para essa participação. Estaremos sempre de portas abertas para receber sugestões e críticas de todos.


 


Cordialmente,

Antonio Grassi

Presidente da Funarte

 



Escrito por Ocupação Teatral- às 21h05
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Acessem os comentários sobre a invasão da Funarte.



Escrito por Ocupação Teatral- às 18h35
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CULTURA

Cansados de "tomar cafezinho", ativistas que ocupam Funarte querem ação do MinC

Com críticas ao presidente da fundação e aos rumos da pasta "há vários anos", trabalhadores da cultura querem mais do que promessas de diálogo

Por: Jessica Santos Souza, Rede Brasil Atual

Publicado em 28/07/2011, 19:20

Última atualização em 29/07/2011, 02:28

  

São Paulo – Trabalhadores da cultura que ocupam desde segunda-feira (25) a sede da Fundação Nacional de Arte (Funarte) em São Paulo afirmam, nesta quinta-feira (28), que esperam ações mais incisivas do Ministério da Cultura (MinC). Eles reivindicam uma política de governo mais clara e duradoura para a área.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, Rudifran – que preferiu manter a identidade em sigilo –, um dos participantes da ocupação, afirmou que a negociação com o ministério se arrasta há vários anos, sem sucesso.  “A gente cansou de tomar cafezinho com o Minc”, reclama. “Não queremos mais só (a promessa de) diálogo, porque a gente dialoga com o ministério há mais de dez anos.”

Na avaliação de Fábio Rezende, também integrante do movimento, a permanência na Funarte está garantindo apoio nacional e será mantida. “Pessoas estão se articulando em outros estados também”, adianta. “O que começou aqui está se expandindo.” O trabalhador da cultura acredita que é preciso continuar a ocupação do órgão: “Vamos continuar, estamos estudando e ensaiando”.

A carta do presidente da Funarte, Antonio Grassi, divulgada na noite de quarta-feira (27) pelo Ministério da Cultura, com críticas ao movimento, também foi alvo de comentários dos artistas. “O Grassi é um excelente ator. Ele tem mania de infantilizar trabalhadores da cultura que exigem coisas que ele não pode fazer”, ironiza Rudifran.

O presidente da fundação defendeu o direito de manifestação dos ativistas por mais verbas para cultura, mas afirmou considerar uma contradição a decisão de fechar os portões do prédio para funcionários. Ele sustenta estar disposto ao diálogo.

Durante o período em que ocupam o prédio, os manifestantes – que fazem questão de serem chamados de trabalhadores da cultura – têm realizado oficinas de música e teatro no próprio espaço. Eles criticam a cobertura da imprensa sobre o ato, afirmando haver manipulação de dados e declarações.

Antes da ação, um manifesto foi divulgado criticando a Lei Rouanet, que permite financiamento de atividades culturais por meio de renúncia fiscal. Eles defendiam, entre outros pontos, a alteração na legislação para evitar o que eles consideram ser uma forma de privatização do financiamento da cultura.


http://www.redebrasilatual.com.br/temas/entretenimento/2011/07/cansados-de-tomar-cafezinho-artistas-querem-acao-do-minc



Escrito por Ocupação Teatral- às 18h18
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Carta da Funarte - Presidente Antonio Grassi conclama todos para o diálogo e o entendimento

A luta por mais verbas para a cultura é de extrema importância. Deve ser uma luta de todos os artistas, produtores, técnicos, gestores, enfim, de toda a sociedade brasileira. Ao longo da minha vida, seja como artista, seja como homem público, sempre empunhei esta bandeira. Da mesma forma, mantive postura inflexível na defesa da liberdade, da democracia e dos movimentos populares.
É com tal espírito que a manifestação convocada por segmentos artísticos de São Paulo foi encarada por mim e pela Ministra Ana de Hollanda: os portões da Funarte foram mantidos abertos, a força policial não foi convocada e, desde o primeiro momento, nos declaramos dispostos ao diálogo.
Os principais pontos expressos no manifesto, como as PEC’s 150 e 236 e o Prêmio Teatro Brasileiro encontram-se em discussão no Congresso Nacional. É importante que o debate extrapole os limites dos artistas e fazedores de cultura e chegue aos mais amplos setores da sociedade. Protestos legítimos auxiliam neste processo.
Entretanto, quero ressaltar algumas atitudes que não parecem coadunar com o espírito da luta comum dos artistas brasileiros. Cerrar os portões da Funarte – com correntes e cadeados – ofende nossa história de luta pela liberdade. Impedir o acesso de servidores públicos – ou expulsá-los sob ameaça das dependências da Funarte – relembra momentos terríveis de nosso passado não muito distante. Impedir que artistas, escolhidos por processos públicos para ocupar as salas da Funarte, exerçam a sua profissão não é aceitável sob nenhum aspecto. Impedir o andamento de Editais que estão sendo julgados e que favorecerão a própria classe artística é atirar contra o próprio pé. São fatos que, ao invés de atrair simpatizantes para a causa da cultura, dividem e isolam os movimentos.
Reitero a ampla disposição para o diálogo com os movimentos populares, conforme orientação da Presidenta Dilma, da Ministra Ana de Hollanda, e de acordo com a minha própria história de vida. É o único caminho possível para que a Cultura Brasileira seja finalmente colocada no patamar que merece.
Antonio Grassi
Presidente da Funarte



Escrito por Ocupação Teatral- às 18h16
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COOPERATIVA CULTURAL BRASILEIRA REPUDIA ATO DE INVASÃO NA FUNARTE

 

Prezados Cooperados, parceiros e trabalhadores da Cultura, aconteceu na FUNARTE EM SÃO PAULO uma invasão, antidemocrática, radical e quase ditatorial. Este movimento, que se auto-intitula  “Movimento dos trabalhadores da cultura”  não é apoiado pela Cooperativa Cultural Brasileira.

 

Nós cooperativistas não acreditamos na violência, na chantagem ou nas atitudes que desconhecem o diálogo. Isso não pode ser confundido com um ato democrático, pois não é. Democracia não é anarquia, não é violência, não é ameaça.  A democracia , acima de tudo, é o diálogo. Diálogo  com os entes que governam.

 

Não podemos mais aceitar que pessoas partidárias e com interesses políticos-partidários usem de assuntos tão importantes para criar movimentos para atender interesses pessoais de um pequeno grupo. Isso é ditadura. Ditadura às avessas, mas ditadura.

 

A Cultura no Brasil já é a que mais sofre pela carência de investimentos e a que primeiro é prejudicada quando há cortes de verba. Por isso, não se  pode admitir  que venha a ser prejudicada também por movimentos pueris, cuja bandeira nem sequer atende aos anseios reais e efetivos dos trabalhadores da cultura e da população em geral.

 

A massa da cultura não foi participada da ação e de seus reais motivos, sabemos que existe no local inclusive uma grande maioria que é de representantes das mulheres do MST. Querem ficar na FUNARTE, tomar um espaço que é público em detrimento de todos os outros que não estão participando deste movimento e ainda querendo criar um coletivo de quem está nesta ação. Onde é que isso é socialismo?

Estão esperando para que alguém perca a paciência e que aconteça uma tragédia para isso virar um “grande motivo”. Será que não temos violência demais neste mundo?

 

A Cultura precisa de recursos, é inegável. Mas não é só isso. Não podemos admitir movimentos com nítido e exclusivo caráter financeiro, escondidos em pseudos discursos, quiçá quando possam macular os reais interesses e conquistas dos trabalhadores da Cultura.

 



Escrito por Ocupação Teatral- às 18h13
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A Cultura precisa de recursos financeiros, mas não pode se limitar a objetivá-los.

 

Nos últimos dias 28 e 29  estive com diversos representantes das mais variadas entidades de Cultura deste país e todos foram unânimes em afirmar que desconhecem esse auto-intitulado “Movimento pela Cultura” ou não foram consultados, e nem informados sobre ele.  Logo, é fato que foi ele articulado por um pequeno grupo,  que não representa os trabalhadores da cultura, como querem fazer parecer e estão usando uma massa de estudantes e movimentos que não são da área para fazer volume.

 

É importante observar que todos os outros estados já estão trabalhando com os editais da FUNARTE, mas  apenas o estado de São Paulo ainda não, o que, acredita-se, deva-se a esse movimento antidemocrático e anticultural.  

 

Por outro lado, não é verdadeira a afirmação de que “não há PROGRAMAS E POLÍTICAS CULTURAIS DO GOVERNO FEDERAL”.

 

Existem. Porém é preciso que nós estejamos atentos e participativos para que não sejam abandonados. É preciso que trabalhemos no sentido de que sejam implantados em sua totalidade e continuem suas realizações. Claro, depois e sempre, que tenhamos olhos e ouvidos atentos para ajudar na fiscalização de todas estas ações. A Sra Dilma Roussef acabou de assumir e a Ministra Ana de Holanda também, não estou defendendo isto ou aquilo, mas a lógica e o bom senso de quem trabalha com o governo é saber que 6 ou 7 meses é muito pouco para dizer que não estão dando continuidade nos programas.

 

Temos muitas críticas aos projetos e estratégias culturais implantadas pelo MINC, pelos estados, incluindo o de São Paulo onde temos a atuação maior, e prefeituras. Há sim muitas falhas, mas toda construção é assim. Nosso papel, como trabalhadores da Cultura, é, através do diálogo, sério e pontual,  apresentar as falhas  e colaborar para construção de um modelo de Cultura que atenda aos anseios dos trabalhadores  e de toda a população. Negociar, estabelecer prazos e principalmente fazer isso as claras e com todos os interessados.

 

Cultura é mais do que angariar recursos para um ou outro projeto pessoal. É mais do que um meio de vida. É mais que uma peça de teatro, um livro, um show, um espetáculo. A Cultura precisa ser vista e pensada como o que é. Cultura é  criação e transmissão de conhecimento, é o  desenvolvimento e evolução humana, pessoal e social.

 

É preciso mudar os paradigmas. A ameaça, a chantagem e as atitudes antidemocráticas como essa que ora repudiamos não é “cultural”  é “anticultura”. É involução.  Somente podemos  obter resultados  que favoreçam a Cultura brasileira com ações democrática participativas; atuando como entes culturais, que buscam incentivo para a Cultura. Apenas podemos exigir o que demos condições de oferecer.

 



Escrito por Ocupação Teatral- às 18h12
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O  Ministério da Cultura, bem como a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e outros estados, além dos municípios, tem investido e, principalmente, olhado  pela Cultura. É um processo lento. Foram muitos anos de abandono. É preciso que todos nós como entes culturais  reconheçamos que no processo histórico brasileiro é inegável que nos últimos 10 anos obtivemos grandes avanços nos movimentos culturais e apoio com relevantes investimentos na área.

É preciso mais, é claro. Mas, a evolução somente é possível a partir do momento em que se conhece o passado  e se crie uma meta futura.

Afirmações inverídicas que se limitam a negar a realidade não ajudarão no processo da evolução da Cultura no Brasil.  

No ano de 2010 tivemos, por exemplo, a votação da PEC 150  que vincula um orçamento para municípios, estados e governo, mas, estranhamente, não vimos nenhum movimento como esse que se formou para invadir a FUNARTE. Por que? Ali, naquele momento, era a hora e o local certos para que se buscasse e evolução da Cultura através de uma mudança legislativa.

Por que não há um movimento  para que  leis de incentivo sejam alteradas de modo evitar que se limitem a serem destinadas sempre ao mesmo e restrito grupo, como, por exemplo, se verifica em São Paulo, com a Lei de fomento ao Teatro?

 

Também não  podemos mais aceitar que usem do tema: “Cooperativa” ou “Cooperativismo” para fazer política partidária e sem fundamento, pois, inclusive, uma das regras do cooperativismo legítimo  é que as cooperativas não se posicionem partidariamente, mas apenas atuem suprapartidariamente para discutir assuntos relativos àquela classe de trabalhadores cooperados.  

 

 

A cultura e o cooperativismo podem ajudar e muito a mudarmos a Cultura no Brasil. Todos podem ajudar nestas ações que objetivam fomentar a Cultura no Brasil, mas, somente faremos isso com  paz,  diálogo e cultura.

 

Estamos em 2011; não é crível que ainda se acredite que movimentos ditatoriais, agressivos, ameaçadores, articulados por interesses de um pequeno grupo, valendo-se das fraquezas e necessidades do trabalhador, possam gerar ações positivas. A única coisa que esse movimento conseguiu até agora, como não poderia deixar de ser,  foi prejudicar os trabalhadores da cultura com o adiamento os dos editais que já estão sendo trabalhados em outros estados.

 

Peço que todos os que querem realmente alguma mudança da Cultura nesse país não cedam a mais um movimento que não representa de fato os trabalhadores da cultura, pelo menos não a maioria, usem suas redes sociais, Twitter e Facebook principalmente, para repudiar este e tantos movimentos que não defendem os reais interesses da Cultura e que no seu centro presenciamos interesses pessoais.

 

Vamos lutar de verdade e com transparência pela evolução e organização da Cultura. Chega de lutar só por distribuição de dinheiro senão seremos eternos pedintes e é assim que nos tratarão.

 

Atenciosamente,

 

 

Marília de Lima

Presidente – Cooperativa Cultural Brasileira

www.coopcultural.org.br

 

Democracia significa: “diálogo do povo com o governo”. Quanto um movimento q se diz “democrático” levanta e diz “não queremos dialogar com o governo” tá dizendo “não queremos democracia”.

Precisamos conhecer nossas palavras, ações, intenções, reações e resultados... assim, pensando antes de agir, seremos felizes. 

"Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia"(Ghandi)

 

 

Descrição: ASSINATURA Marilia

 



Escrito por Ocupação Teatral- às 18h09
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por Zé Celso - Teatro Oficina

 

por Zé Celso - Teatro Oficina  /  sobre invasão da Funarte.

http://blogdozecelso.wordpress.com/2011/07/29/libertemos-a-cultura-das-suas-prisoes/

 

 

Ontem nós do Oficina Uzyna Uzona interrompemos nosso ensaio e fomos prestar solidariedade aos que ocuparam a Funarte com o objetivo de lutar pelo descontingenciamento da verba do Ministério da Cultura, do corte absurdo em dois terços de seu Orçamento.

Antes de sair para este encontro li o Manifesto do Movimento e fiquei chocado pela linguagem burocrática, “cover”, papagaiando a revolução árabe no CHEGA, no PERDER A PACIÊNCIA.

Um documento que seqüestra a Cultura num texto muito mal escrito, e a faz prisioneira da linguagem política de analfabetice acadêmica, cheia de ressentimento, “indignação”, “intimações”, “exigências”, etc..

Eu já estou há mais de 50 anos habituado com a linguagem de uma paródia da Esquerda que chamo de “a nível de”, ou “cuecona”, mas essa era uma esquerda democrática. Oficina e Arena eram amigos, trocavam suas divergências em forma de criação.

Como sou solidário a movimentos sociais que façam com que os que estão no Poder nos “representando” ajam não pelas razões de Estado, mas pela coisa concreta que nomeia seu Poder, a Cultura, fui para lá mesmo assim. Com desejo, acho que até por obrigação profissional e social, de transmitir nossas divergências em torno de um texto que parecia que não iria “bater”, e atingir nosso objetivo comum.

Nós do Oficina, por sincronia da história, estamos encenando nossa posição, diante das posições atuais que castram a Cultura, através da encenação do “Manifesto Urbano Antropófago” de Oswald de Andrade, encenado em forma de Macumba mesmo, mandinga, pra obter o que queremos dar ao mundo: o renascimento do Bixiga através de uma Praça da Paixão Cultural Urbana – que chamamos de “Anhangabaú da Feliz Cidade” – fruto de nossa luta com o Grupo Vídeo Financeiro SS. Silvio Santos, bicho humano adorável, depois de 30 anos de Guerra, nos propõe trocar seus Terrenos no entorno Tombado do Teatro Oficina, por terras da União, ou outros Poderes Públicos, para erguermos a Universidade Antropófaga, o Teatro de Estádio e o Reflorestamento do BIXIGA.

Expressamos culturalmente nosso desejo de Arte Pública através da Arte do Teatro e da Feitiçaria da Macumba.

Mas óbvio que comeremos e seremos comidos por outros Manifestos, Movimentos que visem o reconhecimento do Valor até Econômico específico do da Arte Teatral.

 


Libertemos a Cultura das suas Prisões!

 



Escrito por Ocupação Teatral- às 18h00
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Fomos à ocupação, pois somos Posseiros há 50 anos do Teatro Oficina, temos uma algo em comum, mas não concordamos em assinar o Manifesto nos termos que os ocupantes da Funarte formularam.

Mas, vi o que nunca esperava ver: O prédio ocupado por artistas estava fechado com ferrolhos medievais. Pirei?!

Entrei na sala onde se realizava uma Assembleia, e no que anunciaram minha entrada na Sala, não pude deixar de perguntar: PORQUE OS PORTÕES ESTÃO FECHADOS? NÃO ENTENDI.

Numa ocupação dos SEM TETO ou do MST é normal que tomem-se medidas severas de segurança afinal são pessoas que vão morar nos lugares que tomam, sejam prédios ou acampamentos.

Mas numa “Ocupação de Cultura”, no  processo que vivemos de democratização concreta da democracia formal, as portas desta ocupação têm de estar abertas às Multidões. Mesmo aos que nem fazem Arte ou produzem profissionalmente o “Cultivo Cultural”.

Se a Polícia comparecer nesta manifestação consentida pelo Estado, seria a oportunidade de ter o apoio dos seres terrenos da Polícia ao Movimento Cultural.

A Cultura fazemos para todos, de todas as classes, idades, para nós mesmos. É enorme a responsabilidade que temos nós artistas de produzir, na batucada cambiante de ritmos da Vida, a criação de Novos Valores Comuns que são Infraestrutura em que tudo se baseia.

Esta simbiose Cultura e criação da Vida é embaçada por Religiões, Ideologias, visões partidárias que querem monopolizar a Interpretação da vida.

E temos de produzir nossa obra, nossos frutos, a partir da própria árvore que é nosso Corpo de Bichos Humanos Iguais, em antropofagia, miscigenação, com nossos semelhantes.

Na Arte do Teatro por exemplo buscamos conhecer o mundo tanto Social como Cósmico em nosso corpo, e decobrimos quanto fomos colonizados quando descobrimos nossas pulsões vitais. Então vamos espatifando camadas e camadas de Meascaras, Couraças, com que a “Sociedade Colonizadora de Espetáculos” nos civilizou.

E fazemos isso sempre juntos onde buscamos o desenvolvimento máximo do nosso Potencial Individual e Coletivo. Nessas buscas criamos a energia, o combustível, o axé que devolve a nós todos colonizados, nossa percepção de termos Poder Humano de Liberdade e Criação para agirmos desconstruindo os velhos sistemas para nascerem novos.

Percebemos, fomos nós bichos humanos que criamos Estado, Corporações, Partidos, Religiões, Ciências, Economias, Sistemas, e que cabe, a partir de nós mesmos e de nossa Arte, intervir no que foi criado mas que agora no momento, empata, congestiona, enfarta, o movimento natural de procriação viva da natureza e das máquinas que nos servem. Enfim o belo verso de Marx: as forças de produção através dos mortais reunidos, mudam as relações que emperram o fluxo das pulsões vivas.

Chegando a Funarte como diretor de, não sei contar, entre 30 a  50 atuadores presentes na peça que ensaiávamos, pedi licença para dar nossa contribuição e apoio, no meio da Assembleia que rolava pois tínhamos que voltar ao Oficina pra ensaiar naquela noite. Expliquei: estreamos dia 16 de agosto, aniversário dos 50 anos do Teatro Oficina, e estamos atrasados porque estamos ensaiando há seis meses, em virtude dos cortes públicos na Área da Cultura, sem um tostão.



Escrito por Ocupação Teatral- às 17h58
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ensaiando há seis meses, em virtude dos cortes públicos na Área da Cultura, sem um tostão.

Tive a sorte de fazer uma ponta numa novela da Globo, e minha idenização pela Tortura ter chegado. Com esse capital, e algum dinheirinho que pinga na Casa de Produção do Oficina Uzyna Uzona, vou juntamente com todos que tem alguma coisa no Tyazo = Grupo de Teatro, compartilhando dinheiro, comida, cama, e buscando o dinheiro que precisamos pra podermos fazer a festa que queremos fazer dia 16.

O que nos move é que estamos apaixonados por nossa criação, ela nos inspira até a criar estratégias de sobrevivência.

Abrimos nossa intervenção na Ocupacãp Funarte, cantamos a Ciranda “Tupy or Not Tupy”, do falecido grande artista gênio  popular Surubim Feliciano da Paixão, inspirada na resposta “Tupy” de Oswald à questão que a Arte do Teatro levantou para a espécie humana: Ser ou não Ser.

Apesar de alguns resmungarem “aqui não é lugar de festa mas de trabalho”, a Maioria aderiu e Cirandou.

Mas eu me atrevi a fazer comentários sobre o Manifesto dos Ocupantes, que havia lido, como uma forma crítica e democrática de conseguirmos nos juntar num texto mais eficaz tanto para o público como para o Poder conceder o que pretendemos: a reposição do dinheiro devido à área Cultural, decisivo neste momento em que o Brasil cresce e precisa do espírito Criador, inventivo, para atravessar os desafios das mudanças maravilhosas do Fim do Império Americano.

Mas quando eu disse que nós da Cultura não éramos “trabalhadores”, que vão à uma fabrica construir um carro e receber um salário mas sim “Cultivadores da Cultura”, o Tabu “Trabalhador” trouxe o inconsciente colonizado do Imaginário e do Repertório dos Gestos Clássicos do Trabalhador do século 19, dos Braços Cruzados ameaçadores dos Facistas Romanos, expelido por uma energia de bomba atômica recalcada de Ódio.

Estávamos sendo expulsos por discordarmos do Manifesto Xerox de velhas palavras, escrito sem capricho Cultural Específico.

Letícia Coura tentou puxar o “Samba do Teatro Brasileiro”, de Tião Graúna, Arroz e Flávio Rangel, mas começava nossa expulsão aos berros das “PALAVRAS DE ORDEM”.

Sons massacrantes nos fizeram sair em fila de 1, como na prisão dos estudantes da UNE em Ibiúna na ditadura militar.

Senti a Causa preciosa do Desbloqueio do Orçamento do Ministério da Cultura capturada por uma Máfia, de um dos “Hate Groups” que hoje são moda na agonia da velha Ordem Patriarcal do Capital.

A Ocupação é Autofágica. Não entra o Povo, nem a Mídia. Está restrita a um Grupo Comandado. Em vez de tocar a Funarte, fazer o Espaço Cultural funcionar como sonhamos, estudando inteligente e poeticamente estratégias eficazes, novas, que toquem os ouvidos com a sedução irresistível da Arte, vi um bando de Escoteiros Cabaços, mais preocupados com o revezamento na Cozinha que com a Cozinha Cultural do Brasil Hoje.

Neste isolamento anti-Antropofágico, repito Autofágico, cultuam a crença numa Ideologia de Almanaque que confunde a Luta da Esquerda em São Paulo, com os grupos de Skin Heads e a TFP. Estão tomados de uma fobia, d’uma Oficinofobia que não difere em nada da Homofobia. Acreditam numa verdade única que veio enlatada com as palavras “CHEGA”, “PERDEMOS PACIÊNCIA”, “ESTAMOS INDIGNADOS”. Como se alguém conseguisse a proeza de criar, na ansiedade, na indignação, no ódio, na perda da Pá-Ciência.

Estão, o que vi ontem, cultuando o Fundamentalista do Ódio. Atuam como uma Gangue que tomou o Movimento Cultural como refém, para no futuro virarem deputados e entrarem nas Gangues do Poder Público.



Escrito por Ocupação Teatral- às 17h57
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A Impressão que tive foi a pior possível mas boto fé, que alguns corpos-almas, que lá estavam, tenham percebido este Show de Ódio que a presença do OficinaUzynaUzona trouxe à tona e transmutem este Ódio em Amor à Vida, à Cultura, à Criação, à Diversidade.

Esta ocupação em nome da Cultura tem de abrir suas portas para todos, pois Cultura é desejo e necessidade de qualquer ser humano. E ouvir os que não estão de acordo com a forma de Ocupação. A Cultura faz parte da Biodiversidade. Sua maior inspiração é a Liberdade, a Arte de desejar contracenar com seus Contrários, sem “PALAVRAS DE ORDEM”.

É impossível um artista, um criador, que tem de inventar estratégia, valores, soluções, submeter-se às “PALAVRAS DE ORDEM” de consciências enlatadas.

O Movimento Social Cultural é Político em si, é Poder Humano, Livre, não serve á nenhuma Religião, Ideologia, Partido.

A Cultura não pode ser instrumentalizada pelo que chamam inconscientemente de “Consciência Política”.

Maiakowiski pra mim representa toda a luta da humanidade pela liberdade da Arte. Com seus versos provava, na Revolução Russa, que tinham o mesmo, ou mais valor, que as fábricas.

Em plena época do fracasso das religiões, ideologias, de todos os ismos, inclusive do capitalismo, temos a oportunidade extraordinária de ir ao encontro da ECONOMIA VERDE que, uma vez superados os Obstáculos dos Tabus Coloniais da era Industrial, chegará tão veloz quanto a Internet. Neste instante a Cultura é Ouro e existe contra ela um preconceito, percebi ontem, maior que o Racismo, a Homofobia. É preciso urgentemente que a partir de nossa criação lutemos para proclamar a Independência da Cultura, e o reconhecimento de seu Poder Incomensurável.

Escrevi nas eleições presidenciais um texto de apoio a Presidente Dilma Roussef, mesmo sentindo que na época ela como Caetano Veloso, não percebiam a importância no Governo Lula, do Ministério da Cultura potencializado em seu Orçamento pela primeira vez na História do Brasil e germinando uma Primavera Cultural para explodir no ano de 2011.

Sinto que nós, Artistas, podemos fazer ver à Presidente Dilma Roussef a importância do Orçamento do Ministério da Cultura, de que tanto nos orgulhamos na gestão Lula, Gil, Juca, para sua estratégia MARAVILHOSA DE ERRADICAÇÃO DA POBREZA NO BRASIL.

Sem criatividade, invenção, espírito científico e artístico, este objetivo não terá pulsão das multidões para acontecer.

O Entusiasmo do povo brasileiro pelo futebol, pelo carnaval, pela criação da cultura que produz é o PRÉ-SAL do FIM DA POBREZA DE CORPO E DE ESPÍRITO.

Desde 1968, foram os índios que nos ensinaram, a ocupação é uma forma de democracia direta legítima, sou inteiramente a favor, mas que não seja feita dentro de um cárcere.

Libertemos a Cultura das suas Prisões.

A dos Odiadores na Prisão Funarte.

A dos cofres do Ministério da Fazenda.

José Celso Martinez Corrêa

Sampã,  29 de julho de 2011



Escrito por Ocupação Teatral- às 17h56
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Escrito por Ocupação Teatral- às 17h34
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MANIFESTO DOS TRABALHADORES DE CULTURA
 
É HORA DE PERDER A PACIÊNCIA!

O Movimento de trabalhadores da cultura quer tornar pública sua indignação e recusa ao tratamento que vem sendo dado à cultura deste país, aprofundando 
e reafirmando as posições defendidas desde 1999, no Movimento Arte Contra Bárbarie. A arte é um elemento insubstituível para um país por registrar, difundir e refletir o imaginário de seu povo. Cultura é prioridade de estado, por fundamentar o exercício crítico do ser humano na construção de uma sociedade mais justa. 
A produção artística vive uma situação de estrangulamento que é resultado da mercantilização imposta à cultura e à sociedade brasileiras. O estado prioriza o capital e os governos municipais, estaduais e federal teimam em privatizar a cultura, a saúde e a educação. É esse discurso que confunde uma política para a agricultura com dinheiro para o agronegócio; educação com transferência de recursos públicos para faculdades privadas; incentivo à cultura com Imposto de Renda usado para o marketing, servindo a propaganda de grandes corporações. Por meio da renúncia fiscal – em leis como a Lei Rouanet - os governos transferem a administração de dinheiro público destinado à produção cultural, para as mãos das empresas. Dinheiro público utilizado para interesses privados. Esta política não amplia o acesso aos bens culturais e principalmente não garante a produção continuada de projetos culturais. 
Em 2011 a cultura sofreu mais um ataque: um corte de 2/3 de sua verba anual (de 0,2% foi para 0,06% do orçamento geral da União) em um momento de prosperidade da economia brasileira. Esta regressão implicou na suspensão de todos os editais federais de incentivo à Cultura no país, num processo claro de destruição das poucas conquistas da categoria. Enquanto isso, a renúncia fiscal da Lei Rouanet, não sofreu qualquer alteração apesar de inúmeras críticas de toda a sociedade. 
Trabalhadores da Cultura, é HORA DE PERDER A PACIÊNCIA: Exigimos dinheiro público para arte pública! 
 
Arte pública é aquela financiada por dinheiro público, oferecida gratuitamente, acessível a amplas camadas da população – arte feita para o povo. Arte pública é aquela que oferece condições para que qualquer cidadão possa escolhê-la como seu ofício e, escolhendo-a, possa viver dela – arte feita pelo povo. Por uma arte pública tanto nós, trabalhadores da cultura, como toda a população tem seu direito ao acesso irrestrito aos bens culturais, exigimos programas – e não um programa único – estabelecidos em leis com orçamentos próprios, que estruturem uma política cultural contínua e independente – como é o caso do Prêmio Teatro Brasileiro, um modelo de lei proposto pela categoria após mais de 10 anos de discussões. Por uma arte pública exigimos Fundos de Cultura, também estabelecidos em lei, com regras e orçamentos próprios a serem obedecidos pelos governos e executados por meio de editais públicos, reelaborados constantemente com a participação da sociedade e não apenas nos gabinetes. Por uma arte pública, exigimos a imediata votação da PEC 236, que prevê a cultura como direito social, e também imediata votação da PEC 150, que garante que 2% do orçamento da União seja destinado à Cultura, nos padrões propostos pela ONU, para que assim tenhamos recursos que possibilitem o tratamento merecido à cultura 
brasileira. 
Por uma arte pública, exigimos a imediata publicação dos editais de incentivo cultural que foram suspensos e o descontingenciamento imediato da já pequena verba destinada à Cultura. Por uma arte pública, exigimos o fim da política de privatizações e sucateamentos dos equipamentos culturais, o fim das leis de renúncia fiscal, o fim da burocratização dos espaços públicos e das contínuas repressões e proibições que os trabalhadores da cultura têm diariamente sofrido em sua luta pela sobrevivência. Por uma arte pública queremos ter representatividade dentro das comissões dos editais, ter representatividade nas decisões e deliberações sobre a cultura, que estão nas mãos dos interesses do mercado. Por uma arte pública, hoje nos dirigimos à Senhora Presidenta da República, aos Senhores Ministros da Fazenda e às 
Senhoras Ministras do Planejamento e Casa Civil, já que o Ministério da Cultura, devido seu baixo orçamento encontra-se moribundo e impotente.
Exigimos a criação de uma política pública e não mercantil de cultura, uma política de Estado, que não pode se restringir às ações e oscilações dos governos de plantão. O Movimento de Trabalhadores da Cultura chama toda a população a se unir a nós nesta luta.

 



Escrito por Ocupação Teatral- às 16h58
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